01 agosto 2006

RECORDO AINDA


Recordo ainda...
e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa

Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...
Mas veio um vento de
Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta

Todos os meus brinquedos de criança...
Estrada afora após segui...
Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente

Não vos iludais o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...